quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

de madrugada

não lhe rendeu nada para que você enxague
nem o que você pulsa ao luar terá a limpeza
fiz de teu corpo o solo em que verte sangue
minha profunda, profana e sombria tristeza

adeus então! meu. caro. coronel! seu merda!
Neste conto o assassino limpa a faca no véu
Sabendo que dali tinha que achar uma saída
No mato, cercado, encontrou Astreia no céu

A solidão traz palavras de consolo a quem é
Enquanto quem quer que seja, pode renovar
Estamos a merce do ode a felicidade e da fé
Reina em meu templo o desespero de cravar

salvarei a tua vida! saiba disso! meu amigo!
não deixarei cair em outra garra, tem a mim
A corrida o levava para longe de seu abrigo
Aproveitou e limpou a garra no vasto capim

lhe dou a saída da nova liberdade que existe
recolho da morte certa e obliqua já destinada
venha comigo, seja testemunha sobrevivente
Dado o convite, leia ao contrário da iniciada