Como Decidi Ir?
"o que tu pensa que sabe"
Com seu "pensamento de boteco"
realmente me fez rir
a "Pornobilly" coube
quando acabou a cerveja de meu frasco
é claro que eu me embriaguei
e por isso "aonde eu andei"
os "versos às avessas"
abriram minhas assas
é bom quando a arte alheia
se encontra em uma farta ceia
os leio e escuto com calma
palavras que alimentam a alma
são devoradas com atenção
assim entendo cada alusão!
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
poesia de vagabundo apaixonado
se eu puder lhe escrevo uma poesia com um giz no chão
lhe darei uma bela flor que comprei no mercadão
não tenho para bom-bons mas lhe dou um brigadeiro
só não te dou o mundo, amor, por falta de dinheiro
se quiser me amar, meu bem, eu te amarei
se optar por cantar, nenem, eu dançarei
querendo o silêncio eu me aquieto
querendo sair eu agarro e não te solto
não tenha medo de minha obsessão
só estou te dando meu coração
para você fazer o que quiser
a hora que puder me retorne
sei que é normal que me ignore
a beleza me falta, mas rico ainda posso ser
lhe darei uma bela flor que comprei no mercadão
não tenho para bom-bons mas lhe dou um brigadeiro
só não te dou o mundo, amor, por falta de dinheiro
se quiser me amar, meu bem, eu te amarei
se optar por cantar, nenem, eu dançarei
querendo o silêncio eu me aquieto
querendo sair eu agarro e não te solto
não tenha medo de minha obsessão
só estou te dando meu coração
para você fazer o que quiser
a hora que puder me retorne
sei que é normal que me ignore
a beleza me falta, mas rico ainda posso ser
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
ao acaso o fim
estava eu com um leve olhar ao acaso
sem querer o vi já derrubando um vaso
triste e sonolento moço que andava
atravessou a rua e pegou a curva
e eu ainda parado naquela mesa
vi o tristonho rapaz voltar depressa
sentou-se na mesa ao meu lado
e com a sua tristeza ficou me encarando
sorri, sim, eu sorri como criança
ele bufou com uma indiferença
ninguém falou nada naquela dança
então decidiu me insultar bastante
compreendi quando cessou finalmente
a raiva matara meu sorriso radiante
sem querer o vi já derrubando um vaso
triste e sonolento moço que andava
atravessou a rua e pegou a curva
e eu ainda parado naquela mesa
vi o tristonho rapaz voltar depressa
sentou-se na mesa ao meu lado
e com a sua tristeza ficou me encarando
sorri, sim, eu sorri como criança
ele bufou com uma indiferença
ninguém falou nada naquela dança
então decidiu me insultar bastante
compreendi quando cessou finalmente
a raiva matara meu sorriso radiante
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
pingo de sombra
Um pingo caia ao meu lado
Mas o que pingou foi um absurdo
A pequena gota era de sombra
Não era cristalina e sim negra
Não você não esta me entendendo
Não era liquido e caia por tudo
O Sol iluminava, mas não o chão
A chuva era de sombra, de escuridão
Eu via tudo como se fosse a noite
Apenas no céu o Sol pairava forte
As luzes da cidade não acenderam
Eu imagino que não iluminariam
Mas a cena que se formava era linda
O chão não brilhava com o Sol
As crianças continuaram jogando futebol
Os idosos a jogar xadrez e apenas eu
Fiquei maravilhado com o que aconteceu
Será que era o único a notar tal acontecimento?
Um dia descobrirei se foi real ou paranoia de fato
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
a faca e a falácia
as tuas farpas condizem com suas farsas
teus sorrisos agora são tão vazios
questiona-me sobre minhas faltas
olhe para seu umbigo, seus caminhos
muito já me expliquei a todos
devo dizer que não sou consistente
me adaptei a muitos ouvidos
os confortando segui sorridente
talvez nunca livre-me deste vício
talvez seja culpa da pressão
que sempre acompanha meu receio
não quero mais dar desculpa ou sermão
o que tenho a dizer é que passado,
futuro ou até mesmo agora
entenda que eu posso ter errado
certo ou errado a vida não para
não para mim e não para você
não paro eu e não pare você
teus sorrisos agora são tão vazios
questiona-me sobre minhas faltas
olhe para seu umbigo, seus caminhos
muito já me expliquei a todos
devo dizer que não sou consistente
me adaptei a muitos ouvidos
os confortando segui sorridente
talvez nunca livre-me deste vício
talvez seja culpa da pressão
que sempre acompanha meu receio
não quero mais dar desculpa ou sermão
o que tenho a dizer é que passado,
futuro ou até mesmo agora
entenda que eu posso ter errado
certo ou errado a vida não para
não para mim e não para você
não paro eu e não pare você
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Eu quero ser punk
mamãe eu
quero ser punk
Pois sou
muito crítico para esse rock
Sou
anarquista desde berço
Mamãe pague
minhas contas eu lhe peço
Vou tatuar
um “A” na minha testa
Para todos
verem a minha revolta
Ir ao
shopping comprar acessórios
Sair da
escola e não cumprir horários
Ser
contrário a tudo sem saber ao certo
Mamãe eu não
dormirei mais as oito
Quero ter
piercings e um grande moicano
E tirar-lo,
pois amanhã tenho aula de piano
Agora sou
punk muito bêbado e louco
Mãe eu me
esqueci do papel higiênico!
Minha
revolta é contra o sistema
Ter aula de
manhã e de tarde tema
Andarei
pelas ruas chutando lixo
Quero ser
visto como um bicho
Mas
policial, por favor não me bata
Pois meus
pais são da classe alta
terça-feira, 19 de novembro de 2013
acordei em Babel
o ser menos ouvido
o pensamento mal pensado
às vezes é melhor ficar calado
pois o meu mundo está errado
eu confesso
a vida menos vivida
o riso dá uma engasgada
você diz que escrevo uma piada
mas você me deixa sem sua risada
eu lhe peço
porque você ainda acha graça?
porque você ainda me disfarça?
o sono menos sonhado
o som mais colorido
a minha felicidade é o absurdo
sorrindo estou aqui viajando
sorrindo continuo delirando
bebendo apenas do teu receio
soam os sinos de papel
a badalar em Babel
meu parafuso já esta perdido
eu dou adeus ao teu mundo
atrasado já estou saindo
só lhe agradeço por tudo
o pensamento mal pensado
às vezes é melhor ficar calado
pois o meu mundo está errado
eu confesso
a vida menos vivida
o riso dá uma engasgada
você diz que escrevo uma piada
mas você me deixa sem sua risada
eu lhe peço
porque você ainda acha graça?
porque você ainda me disfarça?
o sono menos sonhado
o som mais colorido
a minha felicidade é o absurdo
sorrindo estou aqui viajando
sorrindo continuo delirando
bebendo apenas do teu receio
soam os sinos de papel
a badalar em Babel
meu parafuso já esta perdido
eu dou adeus ao teu mundo
atrasado já estou saindo
só lhe agradeço por tudo
terça-feira, 12 de novembro de 2013
A farsa da garça
A Garça querendo pregar uma peça
Idealizou primeiramente qual seria o alvo
A Caturrita que sempre estava na praça
Já havia lhe furtado um cravo
Mas isso nunca vez diferença
Uma flor não seria um bom motivo
“é a única que imagino” pensou a Garça
“farei algo que seja para todos inofensivo’
A Garça colocou em sua cabeça uma coroa
Em sua cauda colocou um gigantesco leque
Foi à praça encontrar a Caturrita que à toa
Ficou deslumbrada e quase teve um piripaque
A garça silenciosamente a olhava
Ela tremendo por não reconhecer
Quem em sua frente a observava
Começou a estremecer
“Caturrita, sou a Pavoa Real do Soho”
“Eu não acredito” disse a ave espantada
“Você é o ornitóptero sagrado!”
Mesmo sem saber o que ouviu, ela concorda
“então tenho direito a um desejo qualquer!”
Saltitava a Caturrita e desesperava a garça
“Eu posso pedir algo para ter ou para ser”
A Garça para salvar a sua trágica farsa
Disse “Você pode ser tudo até mesmo
Uma orni... você sabe, como eu, real!”
“Quero ser uma ave real de Mormo!”
“Isto é possível, mas para tal...”
“Deixarei eu de ser da realeza
E para você terei de ensinar
Como um desejo se realiza
Você deve sempre questionar
Você sabe o que é exatamente o pedido?
Você realmente quer isso?
Você precisa mesmo disto?
Seria justo só você ter isso?”
A Garça ao terminar foi pega de assalto
Com a expressão da Caturrita pensativa
“Olhe Pavoa Real eu lhe pergunto
Eu sou feliz assim” a ave meditava
“Não posso mudar sem saber se mudarei
Não posso ser mais feliz ou posso?
E se eu perder tudo o que já me acostumei?
Mas... mas se for...maravilhoso?”
“Só há uma forma de saber Caturrita”
Disse-lhe a Garça; “É tentando;
Então quer ou não minha oferta?”
“Deixe-me ficar aqui pensando”
“Eu vou indo e a deixarei sem desejo algum”
A penosa ficou abismada e não entendeu nada
“A felicidade é maior bênção de qualquer um
Dar e realeza é tirar sua dádiva e lhe dar a duvida!
Você viveria com o “se” e deixaria de aproveitar
Os presentes, o do tempo e o que com luta conquistou
Deixe o pensamento no futuro se focar
Falando para você estas palavras eu me vou!”
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Uma armadilha
Mulher maldita, não me deu apenas seu corpo;
Deu-me uma armadilha, uma amaldiçoada rosa;
Agora me sinto pior que o mais esfarrapado trapo;
Mais uma noite chorando, sozinho, em casa;
Sentindo cada espinho da planta envolvente;
Como caí mais uma vez em meus anseios?
Quando acabarei com esse meu egoísmo doente?
Pago o mais caro preço por desejar bundas e seios
Minha doença de caráter novamente finda meu ser
Se eu amo por que traio? Se eu traio tenho o que é meu
Uma rosa envolvendo meu coração que segue a espremer
Como sangra a alma de um pobre errante como eu
Cuidado pode ser que tenha pena de mim pela dor
Minhas lamentações
Lembre-se que nenhum momento posterior
Apagará minhas traições!
Para um grande amigo e um grande errante!
terça-feira, 22 de outubro de 2013
O Homem Beira o Lobo
o homem beira o Lobo
Como o lobo uiva a lua
sucumbe ao próprio escombro
uma dor que é só sua
tudo gerou-lhe o isolamento
"o gás, a navalha e a pistola"
conflitam em seu pensamento
mas espere Haller, olhe o teatro
aceite este tratado
nesta dualidade tenha um susto
sendo certo ou errado
você não esta sozinho no mundo
além dos livros há sua nova vitrola
será que matou ou tenha se matado?
Inspirado no livro "O lobo da estepe" de "Hermann Hesse
Como o lobo uiva a lua
sucumbe ao próprio escombro
uma dor que é só sua
tudo gerou-lhe o isolamento
"o gás, a navalha e a pistola"
conflitam em seu pensamento
mas espere Haller, olhe o teatro
aceite este tratado
nesta dualidade tenha um susto
sendo certo ou errado
você não esta sozinho no mundo
além dos livros há sua nova vitrola
será que matou ou tenha se matado?
Inspirado no livro "O lobo da estepe" de "Hermann Hesse
terça-feira, 15 de outubro de 2013
o que de mim querem
se sou do jeito que me pedem
sou e faço o que de mim querem
mas e o que quero e espero
devo deixar para o futuro?
usurpam minha liberdade
querem que minha felicidade
esteja lá e não comigo
nunca perguntaram que sonho carrego
sim, temos que aproveitar a vida
mas tire essa faca da minha ferida
e não pergunte-me se estou só de ida
risos no bar entre copos de whisk
não melhoram sua estoria de araque
esquece seus erros e aos meus dá destaque
sou e faço o que de mim querem
mas e o que quero e espero
devo deixar para o futuro?
usurpam minha liberdade
querem que minha felicidade
esteja lá e não comigo
nunca perguntaram que sonho carrego
sim, temos que aproveitar a vida
mas tire essa faca da minha ferida
e não pergunte-me se estou só de ida
risos no bar entre copos de whisk
não melhoram sua estoria de araque
esquece seus erros e aos meus dá destaque
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Velho tijolo amarelo
Quando o céu
e o mar
Voltarem ao
lugar
Estarei a
desenhar
Em uma
calçada
Seca e
imunda
Uma escada
Com um velho
tijolo amarelo
Ó como é
belo
Poder te
realizar
Ir e voltar
Sem medo de
estar
A escalar
A minha
escada
A minha
estrada
Feita de
rabiscos
Curvas em
arcos
Escadas sem
degraus
Viver entre
os bons e os maus
Como um
velho tijolo amarelo
O mundo
paralelo
Que se faz
no solo
Torna-se
obsoleto
A quem só
olha ao teto
E quando
olha abaixo
Pensa no “eu
acho”
Cai nas
arapucas
Da alma e
das ruas
Mesmo com
aviso
Eu as
sinalizo
Com meu
velho tijolo amarelo
Leia meu
apelo
Não caia na
cilada
Olhe não
apenas a calçada
Uns me usam
para combate
Outros de
mim fazem arte
Entre a alma
e o mundo sou o elo
Sou um velho tijolo amarelo
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Azulão
Azulão
pássaro a me intrigar
Diferente
dos outros não o vejo brigar
Estas a só,
procurando o que comer
Deixa-me
curioso sem me mover
Como é bela
a tua cor ó ave
Mas sua
melodia bela e suave
Fico sem
ouvir por respeito
Pois estás a
ocupar o bico
Peço-te, ó
alado animal
Não seria de
nenhum mal
Usar da
grade de minha janela
Como seu
palco, sua passarela
Humilhe-me
com sua tamanha beleza
E deixe-me
ouvir com tristeza
O canto que
estremeceria minha alma
Fazendo de
mim, o homem a contemplar seu enigma
domingo, 21 de julho de 2013
Sou
Sou o bêbado
que já não bebe
Sofro a dor
que já não me cabe
Sentir
Sou a
lágrima que hoje rasteja
Sei o que
soa e o que seja
Mentir
Calúnia
liquida que agora solto
Sou um
trapaceiro a tira gosto
A rir
Embriagado
de histórias inacabadas
Que em um saudoso
dia anotadas
Vão fugir
sexta-feira, 19 de julho de 2013
o passado pede passagem
Há dias em
que o passado pede passagem
E de mala e
cuia em mãos ele vem
Trazendo
consigo a boa e chata saudade
Arrumo a
mesa para nossa trivialidade
Um café bem
forte acompanhado de histórias
Algumas
tristes, outras alegres, mas todas boas
Ver o
passado naquela mesa com sua companheira
Lembrou-me a
um senhor e sua filha fofoqueira
Ele calmo
sempre a tentar controlar a boca da saudade
E esta sem
dar ouvidos ao velho transborda a minha sede
“Lembrasse”,
se torna o pretexto para toda fala
Perfeita
colocação no tempo e na aquarela
Que se forma
em minha frente e logo se desfaz
Pois algumas
lágrimas saem deste rapaz
Escuto
alguns outros contos do passado
Agradeço
pela visita mesmo pouco ficando
Sinceramente
por que eu os mandei embora
A saudade já
não me machuca ela agora
Só me faz
chorar para ver as lágrimas e suas danças
O passado
sempre se despede dando lembranças
Ambos me
deixaram algo que me imunda de alegria
É esse meu
presente que fica mais belo a cada dia
quarta-feira, 22 de maio de 2013
O caso da rosa
Em um bar de
gente esnobe
Um homem que
digamos pobre
Decidiu
fazer algo ousado
Pegou uma
rosa da mesa ao lado
Com a caneta
preta de seu bolso
No
guardanapo escreveu um verso
A mulher
mais linda escolheu
E ela ao
receber assim leu
“creio que
esta rosa
Realça sua beleza
Posso não ter o que desejo
Pois o que quero é seu beijo”
A moça que
recém leu sorriu
Virou o
guardanapo e escreveu
Um homem o
retira antes de receber
Era o
segurança que não quis saber
“suma daqui
ou eu chamo a polícia”
“fico aqui,
pois quero uma notícia”
O segurança
adentrou o bar e sumiu
Passado
minutos a polícia surgiu
Assim ele
estava sendo abordado
Preso por
“uma rosa ter roubado”
Uma noite na
cadeia passou
Com tudo
aquilo se indignou
Na manhã
seguinte quando voltava
Um sedan por
ele de vagar passava
Era a mulher
da rosa, a mais bela
Parou o
carro e abaixou a janela
A ele o guardanapo
entregou
Antes de ler
viu que ela piscou
“da rosa
muito gostei
Por você não me encantei
E para realizar seu desejo
Aqui está o meu beijo”
O sedan sai
rápido em disparada
O nosso
herói não entende nada
Mas no papel
havia algo marcado
Um beijo de batom ela tinha dado!
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Antes que vá
Estava a
olhar uma linda moça
Que muito
desejava, formosa
Sentado em
um banco no parque
De repente
senti um sutil toque
Era uma
senhora do meu lado
Pediu-me a
palavra e fui educado
“Olhando
você lembro-me do passado
Um moço queria ser meu namorado
A primeira vez que vi aquele moço
Estávamos
jogando moedas no poço
Olhando para
ele joguei a moeda
Pedindo que
fosse sua prometida
O tempo
passou e nos víamos mais
E ele não
falava comigo, este rapaz
Quando
tentou, gaguejou e correu
Dias depois
uma carta me escreveu
A carta mais
bela que eu já li
Todo o amor
dele estava ali
No outro dia
por ele esperei
Perto do
poço, e lá fiquei
E fiquei, e
fiquei... Triste saindo
Vi aquele
moço na rua deitado
Senti um
aperto no peito
Às vezes
lembro-me quando deito
De ver
aquele belo rosto manchado
Pelo seu
sangue e ao ir do seu lado
Ele ao
ver-me disse-me baixinho
‘pela
primeira vez eu tenho
Coragem para
contigo falar
E pela
última vez poder te olhar
Peço
desculpas por tanto demorar
Mas meu medo
me fazia fraquejar’
E essa foi a
sua última frase
Que marcou
nos meus quinze
Então rapaz
não fraqueje agora
Antes que
ela acabe indo embora
Fale para
ela tudo o que sente
Antes que um dos dois se ausente”
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