terça-feira, 3 de dezembro de 2013

a faca e a falácia

as tuas farpas condizem com suas farsas
teus sorrisos agora são tão vazios
questiona-me sobre minhas faltas
olhe para seu umbigo, seus caminhos

muito já me expliquei a todos
devo dizer que não sou consistente
me adaptei a muitos ouvidos
os confortando segui sorridente

talvez nunca livre-me deste vício
talvez seja culpa da pressão
que sempre acompanha meu receio
não quero mais dar desculpa ou sermão

o que tenho a dizer é que passado,
futuro ou até mesmo agora
entenda que eu posso ter errado
certo ou errado a vida não para

não para mim e não para você
não paro eu e não pare você

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